sexta-feira, agosto 17, 2007

CHRISTINE - Volta a atacar!

Por Jussilene Santana

Eu não sei quanto ao resto do elenco, mas eu sempre me perguntei sobre as possíveis histórias de nosso Ford Landau vermelho, nossa casa-rua-cenário em Shopping and Fucking.

Teria sido ele de um empresário baiano meio playboy? Teria aquele banco, outrora confortável, carregado sua esposa e herdeiros? Amantes, com certeza... Viajou para Feira de Santana, em 1978, com todas as bagagens da família naquele imeeeeenso porta-malas (que o comprove nosso Emiliano-Gary) ? Quantas vezes bateu? Subiu na calçada em frente a Igreja Nossa Senhora da Luz?... glup... Atropelou alguém?!

Enfim... Mistérios.

De todo modo, nós todos sempre comparamos nosso Landau à célebre Christine, o Plymouth Fury 1958 vermelho que assombra os personagens do best-seller de Stephen King. Eu li este livro quando tinha uns 16, 17 anos... Não me deixou nem com um milionésimo do medo que eu senti ao ler O Iluminado. Este sim, assustador.

Mas, a nossa Christine baiana não está fazendo feio. Depois de alguns sustos na temporada da Aliança Francesa, ela agora volta a atacar. Mais poderosa do que nunca, Chris voltou mais vermelha e pesada. Resultado: abalou as estruturas do palco da Sala do Coro. Daí que adiamos nossa reestréia em UMA SEMANA!!! Sexta, 24, contra-atacaremos.

Ou... Deus meu!! Terá sido Christine de uma dessas senhoras pudicas, atualmente revoltadíssima com o nível da libertinagem que aprontamos?!!

Por via das dúvidas, sempre achei que naquele retrovisor faltava uma fitinha do Bonfim. Não faltará mais.

P.s.: Perdoem-me pela repetição do texto do blog do TeatroNU, mas neste caso foi inevitável.

5 comentários:

Halber Mensch disse...

Christine está acima do peso.

Claudio Moura disse...

Jussilene, não sei se vc viu esta notícia no correio da bahia de sábado. []s Claudio

Shopping, fucking e oficina


Até num simples ensaio, a peça Shopping and fucking, encenação de Fernando Guerreiro para texto de Mark Ravenhill, causa reboliço. O palco da Sala do Coro do Teatro Castro Alves desabou, anteontem à noite, e levou para o piso quatro atores, o carro que integra o cenário, os adereços e até parte da equipe técnica. “Eu não acreditei quando vi a cena, parecia um terremoto”, conta o diretor Guerreiro, que com o susto ficou paralisado, olhando tudo.
Um dos primeiros a reagir foi o próprio diretor do TCA, Marcos Gramacho. Ele se meteu nos escombros e, com sua experiência profissional de cenógrafo, tratou de reparar tudo para garantir a reestréia da peça hoje. O início dessa temporada seria ontem, mas teve que ser adiada.
O desabamento ocorreu num dos momentos mais calientes do roteiro, que trata de sexo, drogas e rock’n’roll: quando um dos personagens sofre um atentado sexual por outros companheiros. Guerreiro atribui o desabamento ao peso do carro, um dodge dart dos anos de 1930.

Claudio Moura disse...

Jussilene,
Aliás, espero que vc não tenha se machucado!!
[]s

Edvard disse...

meu jesus...

Lulu/Juju disse...

meu deus...!
eu posso dizer uma coisa: o elenco está bem. ninguém se machucou.
sexta-feira vamos pular a vontade em christine.